Ai. T� triste.
Rolou um encontro de uma lista de e-mails, a euthanasia (euthanasia@yahoogroups.com), anteontem e ontem. E eu conheci uma menina da lista que eu sempre trocava id�ia, gostava dos e-mails dela e do jeito que ela escrevia, e tinha achado bem bonitinha por foto. Ent�o eu tava na maior curiosidade pra conhec�-la. E, cara, a foto n�o fazia justi�a a ela. Putz, absolutamente linda, linda. Simp�tica. Alegre. Falante. Engra�ada. Inteligente. Essa foi a impress�o que eu tive dela anteontem, quando a vi pela primeira vez.
E eu fiquei com ela ontem, e hoje. E tudo virou de cabe�a pra baixo dentro de mim. Como eu pude me dar t�o absurdamente bem com algu�m logo de cara? Como eu pude ach�-la t�o especial, t�o maravilhosa, s� a tendo conhecido pessoalmente h� 3 dias?
Muitas vezes eu idelizei mulheres com quem fiquei e gostei de ficar, �s vezes porque queria que ela fosse de tal jeito, �s vezes porque eu andava carente. Mas desta vez, n�o foi assim. Me senti como se a conhecesse t�o bem, como se fosse t�o natural a gente estar junto, como se eu pudesse imagin�-la ao meu lado por um longo tempo, senti que eu faria de tudo pra ajud�-la em qualquer situa��o e sempre, sempre tentar deix�-la com aquele sorriso lindo. E que sorriso e olhos maravilhosos que ela tem. Que rosto maravilhoso de menina sapeca, que cabelos selvagens, que personalidade contagiante e cheia de vida, que risada gostosa. E ela � t�o carinhosa, e ficou triste logo ap�s nosso primeiro beijo, porque disse ‘Droga. Desde que te vi, eu achava que ia gostar muito, muito de voc�.’.
Eu sou meio apressado quando fico com algu�m, quero logo beijar de l�ngua, agarrar, quero logo que a coisa esquente. Mas com ela, n�o foi assim tamb�m. Nos longos per�odos que ficamos nos olhando, nos abra�ando, passando a m�o no cabelo do outro, eu me sentia como se n�o houvesse nada no mundo que eu preferiria estar fazendo no momento. Sabe aqueles momentos que voc� pensa ‘Nossa, eu t� completamente feliz e satisfeito’, que s�o momentos da sua vida que voc� conta nos dedos quantas vezes aconteceram? Ent�o, foi um desses. J� tinha achado ela linda quando a vi no bar que a galera da euthanasia tava, anteontem. E ontem, no final do dia, quando fiquei com ela (num churrasco na casa de uma das integrantes da lista), ela tava despenteada, simples, sem maquiagem, de saia jeans e camiseta, e eu a achei mais linda ainda. Enquanto eu tava com ela, me senti um moleque de 15 anos descobrindo algo novo e fascinante.
E porque t� t�o triste? Porque acabei de voltar do aeroporto pra ela pegar o avi�o. Ela mora em Porto Alegre. Ela disse: ‘A Lei de Murphy nunca falha: encontrei a pessoa certa no lugar errado’. E doeu muito me despedir dela no aeroporto. Sa� de l� andando devagarinho, cabisbaixo. Voltei pela Rodovia Ayrton Senna e pela Marginal Tiet� a 50 km/h, mal prestando aten��o no caminho. Agora t� curtindo uma fossa ouvindo Lenny Kravitz (Again, claro).
‘When I was all messed up
I heard opera in my head
Your love was a light bulb
Hanging over my bed’
(U2 - Ultraviolet)
‘It is possible, sometimes, to love a person just like she is the love of your life, for one day’.
(fala da personagem da Lucy Liu no seriado Ally McBeal)
‘A sacred gift of heaven
For better worse, wherever
And I would never let somebody break you down
Until you cried, never
I wonder if I’ll ever see you again’