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31/07/01

4843627

Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 23:12

Estou me divertindo horrores com esse manual de Psiquiatria (� em CD ROM por isso t� colocando trechos aqui - c� n�o acha que eu ia ter saco de escrever tudo isso n� ;-)
‘Para que uma pr�tica sexual seja classificada como transtorno da prefer�ncia sexual, ela deve necessariamente envolver ao menos um dos seguintes comportamentos: (1) atividade sexual envolvendo o uso de objetos inanimados, crian�as, animais ou cad�veres, (2) atividade sexual envolvendo o sofrimento ou humilha��o do pr�prio indiv�duo ou de seu parceiro sexual, ou (3) atividade sexual sem o consentimento ou participa��o da outra pessoa envolvida.’

‘Outros:
Outras atividades sexuais consideradas desviantes foram descritas, por�m sua preval�ncia � rara e pouco se sabe sobre elas. Na coprofilia a excita��o sexual � despertada pela manipula��o e contempla��o de material fecal, e na coprofagia, segue-se � ingest�o de excrementos. Na urofilia, a gratifica��o sexual decorre do ato de urinar no parceiro ou ser urinado, de ver as pessoas urinando ou de beber urina. No uretismo sexual, que ocorre principalmente em mulheres, obt�m-se prazer sexual atrav�s da estimula��o e introdu��o de objetos na uretra. Clisterfilia � a prefer�ncia er�tica por enemas.’

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    4843500

    Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 23:04

    Estou lendo um cap�tulo do Manual de Psiquiatria muito interessante que d� um briefing da ‘hist�ria’ do homossexualismo:
    * Considera��es hist�ricas
    Alguma forma de atividade homossexual possivelmente existiu em todas as culturas humanas conhecidas. � tamb�m comum entre primatas n�o-humanos e mam�feros. No entanto, o comportamento exclusivamente homosexual � um fen�meno unicamente humano, talvez resultado de uma tend�ncia de categoriza��o das pessoas em uma coisa ou outra, caracter�stica da cultura moderna e predominantemente ocidental. Na Gr�cia antiga, a atividade homossexual masculina era tolerada e mesmo encorajada, desde que n�o amea�asse a fam�lia e fazia parte da experi�ncia sexual de muitos homens, concomitantemente ao estabelecimento de rela��es heterossexuais. Na sociedade Romana, a homossexualidade era considerada apenas como mais uma das varia��es da experi�ncia er�tica. Nas sociedades polig�micas, as rela��es homossexuais entre as esposas eram frequentes. Em algumas sociedades tribais, a inicia��o sexual, tanto de meninos como de meninas, era proporcionada por adultos do mesmo sexo, dentro de uma estrutura familiar que os “adotava” no in�cio da puberdade para essa finalidade. No seu livro Sex in history de 1954, Rattray Taylor sugeriu que a incid�ncia de homossexualidade em uma determinada cultura depende em parte do grau de matriarcado e de patriarcado que prevalescem na �poca. As sociedades matriarcais adotam uma atitude mais permissiva em rela��o � sexualidade e �s atividades sexuais, sendo o incesto o comportamento mais temido e condenado. Nas sociedades patriarcais, prevalesce uma atitude mais restritiva ao sexo em geral e as mulheres s�o consideradas seres inferiores. Nelas, a homossexualidade, principalmente a masculina, � o comportamento sexual mais condenado. Hostilidade � pr�tica homossexual parece ter tido in�cio entre os s�culos III e VI D.C., seguindo uma tend�ncia de intoler�ncia em rela��o a qualquer grupo minorit�rio, o que mais tarde conduziu ao aparecimento da Inquisi��o. No in�cio da era Crist�, n�o havia nenhum preconceito espec�fico contra homossexuais, pelo contr�rio, havia inclusive santos que eram gays. J� a Igreja, enquanto institui��o “administradora da moral”, frequentemente se ocupou do estabelecimento de normas de comportamento sexual, onde heresia e desvio sexual foram comumente associados. Santo Agostinho e, posteriormente, S�o Tom�s de Aquino exerceram grande influ�ncia na moralidade do mundo Ocidental, inclusive na moralidade sexual. A homossexualidade, juntamente com a bestialidade e o coito em qualquer outra posi��o que n�o a “posi��o natural”, eram considerados pecados contra a Natureza e, portanto, contra Deus.

    Masters & Johnson, num estudo comparando rela��es entre casais funcionais homossexuais e heterossexuais, relataram que casais homossexuais eram mais igualit�rios em termos de respeitar os direitos individuais de cada um, conversavam mais abertamente sobre sua sexualidade e suas sensa��es sexuais, dispendiam mais tempo na estimula��o sensual m�tua antes do coito e se mostravam mais sens�veis �s necessidades e respostas sexuais do parceiro do que os casais heterossexuais.

    Ali�s, c�s sabiam que o homossexualismo s� foi retirado da lista de diagn�sticos psiqui�tricos em 1987?

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    4825140

    Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 0:53

    Filmes
    Acabei de ver Endiabrado, com a Liz Hurley. Por algum motivo, em certas �pocas da minha vida, esses filmes ‘bonitinhos’ (meigos, chame do que quiser) me d�o um certo tipo de inspira��o - sei l� - me fazem crer que as coisas s�o mais f�ceis do que o jeito que as tenho encarado. Isso geralmente acontece s� quando estou nessas �pocas de humor meio pessimista. E eu simplesmente n�o entendo essa influ�ncia extremamente positiva que filmes desse tipo (com�dias rom�nticas, tipo as da Sandra Bullock e Meg Ryan) exercem sobre mim. Pouqu�ssimos filmes t�m verdadeira capacidade de me alterar dessa forma em meu estado de humor eut�mico (=normal, regular). A exce��o � justamente esse tipo de filme quando ando meio cabisbaixo. Por mais que eu n�o goste de admitir isso, quando estou assim, eu at� me comovo com as cenas mais ‘rom�nticas’ desses filmes (n�o, eu n�o choro ;-).

    Realmente n�o sei o que rola. Se bobear, meu sonho � ser um desses bobos alegres apaixonados que nem os personagens desses filmes ;-).

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    29/07/01

    4801699

    Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 19:59

    Especialidades M�dicas
    Visando minha consulta posterior a esse post e satisfazer a curiosidade de quem quiser saber sobre o assunto, colocarei aqui as vantagens (V) e desvantagens (D) que pude ver em algumas das especialidades m�dicas. Claro que � s� o meu ponto de vista…

    * Pediatria
    V (subjetiva ;-) - Pra quem � apaixonado por crian�a, n�o h� paciente que d� mais prazer de cuidar.
    D - A maior parte da rotina do consult�rio consiste de Puericultura (acompanhar e assegurar o bom desenvolvimento e crescimento da crian�a - coisa que pode ser considerada como trabalho de ‘bab� de luxo’ por alguns). A rotina do Pronto Socorro � gripe, diarr�ia, pneumonia, infec��es em geral - com raras exce��es. Muitos plant�es, trabalha-se muito, n�o d� muita grana.

    * Cirurgia
    V - Voc� opera! (o que pode ser demais para uns e um porre para outros - gosto pessoal). Sensa��o de que voc� est� resolvendo o problema do paciente diretamente muito mais intensa do que nas especialidades n�o cir�rgicas. Pode dar muito dinheiro, se voc� fizer nome - por�m ap�s muito, muito tempo de trabalho. Plant�o mais bem pago do que as especialidades n�o cir�rgicas.
    D - Trabalha-se demais, a profiss�o exige uma dedica��o geralmente maior do que nas outras especialidades. Perda consider�vel de vida social. Grande incid�ncia de chefes e colegas de profiss�o escrotos e com s�ndrome de Deus. Retorno financeiro n�o muito satisfat�rio no come�o da carreira (talvez com exce��o da Pl�stica). Voc� n�o vai fazer cirurgias dif�ceis fora dos Hospitais Escola - elas s�o ‘papadas’ pelos caras mais velhos. Rotina meio repetitiva em algumas das especialidades cir�rgicas. Extrema paci�ncia e concentra��o requeridas para as cirurgias mais longas. At� conseguir se estabelecer no mercado, voc� tem que ser assistente de algum cirurgi�o mais velho por muito tempo.

    Ah, cansei. Depois coloco mais.

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    4788375

    Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 0:34

    �, eu sei que ningu�m l� letra de m�sica em log (nem eu), mas eu tive que colocar esse trecho de Coma a� embaixo. Foi mais forte do que eu.

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    28/07/01

    4783347

    Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 18:35

    You live your life like it’s a coma
    So won’t you tell me why we’d wanna
    With all the reasons you give it’s
    It’s kinda hard to believe
    But who am I to tell you that I’ve
    Seen any reason why you should stay
    Maybe we’d be better off
    Without you anyway

    You got a one way ticket
    On your last chance ride
    Gotta one way ticket
    To your suicide
    Gotta one way ticket
    An there’s no way out alive
    An all this crass communication
    That has left you in the cold
    Isn’t much for consolation
    When you feel so weak and old
    But is home is where the heart is
    Then there’s stories to be told
    No you don’t need a doctor
    No one else can heal your soul

    Got your mind in submission
    Got your life on the line
    But nobody pulled the trigger
    They just stepped aside
    They be down by the water
    While you watch ‘em waving goodbye
    They be callin’ in the morning
    They be hangin’ on the phone
    They be waiting for an answer
    When you know nobody’s home
    And when the bell’s stopped ringing
    It was nobody’s fault but your own

    There were always ample warnings
    There were always subtle signs
    And you would have seen it comin’
    But we gave you too much time
    And when you said
    That no one’s listening
    Why’d your best friend drop a dime
    Sometimes we get so tired of waiting
    For a way to spend our time
    An “It’s so easy” to be social
    “It’s so easy” to be cool
    Yeah it’s easy to be hungry
    When you ain’t got shit to lose
    And I wish that I could help you
    With what you hope to find
    But I’m still out here waiting
    Watching reruns of my life
    When you reach the point of breaking
    Know it’s gonna take some time
    To heal the broken memories
    That another man would need
    Just to survive

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    4773897

    Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 2:05

    Grande br�der
    Hoje tive uma visita surpresa… o Rato, um dos meus melhores amigos, apareceu por aqui. Somos amigos de inf�ncia, da mesma rua, mas ele se mudou depois que o av� faleceu. Bom, conversamos pra cacete, rimos sobre as ‘velhas est�rias’ (� coisa de velho ;-) e pra finalizar fomos fazer o que a gente fazia muito na adolesc�ncia: fomos num flip�o fuleiro jogar Street Fighter (haha).
    Eu n�o sou de admirar ningu�m, no m�ximo a intelig�ncia de um amigo meu, o senso de humor de outro, coisas separadas. Acho que esse cara � a �nica pessoa que eu admiro por inteiro. Ele j� passou por tudo o que � barra que d� pra algu�m aguentar, come�ou a trampar com 13, 14 anos, sempre tinha alguma coisa contra ele, j� aconteceu muita merda na vida dele, e o cara sempre lutou, e no processo todo sempre manteve o bom humor e ainda curtiu a vida pra caralho, como vi pouqu�ssimas pessoas curtirem ;-). Hoje � um programador muito competente, ele sempre foi muito inteligente.

    �s vezes ver gente assim me faz sentir meio merda com meus problemas ‘idiotas’ de solid�o, intriguinhas n�o sei onde, de ter dificuldade pra sentar e estudar, de �s vezes n�o ter atitude pra fazer o que quero, essas besteiras que a gente passa e acha que � o maior problema do mundo.

    N�o sou do tipo de gente que pensa ‘Ah! Eu queria ser que nem tal pessoa’. Mas esse moleque sempre me inspirou de certa forma ;-)

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    25/07/01

    4728775

    Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 17:57

    Creepy
    Do livro ‘Manual de Psiquiatria Cl�nica’, que estou lendo hoje:
    ‘Alucina��es visuais verdadeiras s�o mais raras que as auditivas. Para que sejam percebidas como reais, as alucina��es visuais devem se mover, ser coloridas e tridimensionais, e pelo menos um desses atributos geralmente est� ausente. H� casos, no entanto, em que ocorrem com grande nitidez e provocam rea��es extremas. Uma paciente com diagn�stico de esquizofrenia, internada em uma enfermaria psiqui�trica, viu claramente o Inferno � sua volta, com abismos profundos, chamas e lava incandescente. Em desespero, arrancou ambos os olhos de suas �rbitas.’
    Um professor meu relatou que tamb�m j� teve um paciente que ouvia vozes que o mandaram arrancar os olhos. E, como em alguns esquizofr�nicos as sensa��es e percep��es de dor est�o alteradas, ele estava tranquilissimo, conversando normalmente com o meu professor no consult�rio, tendo encarado o fato apenas como algo que ele teve que fazer porque as vozes mandaram.
    Deve ter sido uma cena bem perturbadora.

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    4715114

    Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 0:27

    Dia
    Dia muito, muito legal hoje. Fui pro hospital - e ao me aproximar de l�, meus amigos, que estavam na porta, apontaram pra mim incr�dulos falando ‘� ele! Ele veio hoje! N�o acredito!’ (haha - na Psiquiatria faltei mais que no 1o semestre inteiro - ainda bem que n�o rola cobran�a, e eu queria mesmo pegar um est�gio que n�o me agradasse pra dar uma vagabundeada ap�s o 1o semestre ’sem vida’ - mas estou exagerando ;-).
    Vi uma aula legal (a �nica coisa que gosto muito na Psi � a teoria) - depois academia, me matei l� pra variar, e depois rolou um boliche - ganhei as 2 primeiras partidas (urru) e na terceira o Thiago humilhou todo mundo com 160 pontos. A Letticia e a irm� dela foram tamb�m.

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    24/07/01

    4698390

    Categoria(s): Pessoal — kioshi @ 2:42

    Acabei de ver O Tigre e o Drag�o.
    Eu devia ter visto esse filme h� muito tempo… Achei-o um maravilhoso display de artes marciais (contanto que voc� perdoe os ‘v�os’ dos personagens), com fotografia magn�fica, uma hist�ria de amor maravilhosa e, pra acompanhar, uma trilha sonora muito inspiradora. Parece que todos os elementos do filme est�o em sintonia perfeita. Um filme lindo, lindo, em todos os sentidos.

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