Aaaaahhhhhhhh….
Que dia lindomaravilhosoperfeito! Tirei 7,5 na prova de Cl�nica, a mais dif�cil e com maior mat�ria do ano, e cuja m�dia dos alunos � 6.2, segundo a coordenadora. E estamos falando de alunos da Medicina da USP, ou seja, a prova n�o � nada f�cil, mesmo. N�o foi a maior nota do meu grupo, e bem que eu queria ter tirado a maior, mas t� muito feliz com essa. Ainda mais considerando que faltei metade do primeiro m�s do est�gio por causa da combina��o dermatite + depress�o e tive que aprender metade da mat�ria sozinho, inclusive o conte�do de 8 aulas de Electrocardiograma em 1 madrugada lendo um livro de 200 p�ginas.
E, exatamente pelas tantas faltas e problemas que tive no in�cio, muita gente estava de olho em mim pra ver como seria meu desempenho. E depois, foi s� alegria: coordenadora me dando parab�ns, residentes tamb�m…
Afinal, na boa, eu mere�o. Passei por um per�odo infernal da minha vida h� pouco que quase acabou comigo, e provavelmente acabaria com muita gente. Foi um inferno pessoal, principalmente por causa do prurido (coceira) intermin�vel da dermatite, que causou um sofrimento infind�vel, constante, inevit�vel (afinal, pra onde fugir de uma doen�a que est� atacando seu pr�prio corpo?) e que eu n�o tinha id�ia se e quando ia melhorar. Pois �, na minha pior crise, eu cheguei a pensar: ‘Prefiro morrer a ter mais uma crise assim’. E eu passei por cima disso. Essa prova serviu pra confirmar, pra myself, que as coisas agora est�o �timas pra mim. Foi como a �ltima p� de terra pra cobrir de vez o per�odo mais negro da minha vida. Claro que outros vir�o, mas estarei mais forte e melhor preparado pras pr�ximas dificuldades. E � impressionante o quanto voc� aprende sobre si mesmo ap�s ter passado por uma merda t�o grande dessas. O famoso ‘What does not kill me, makes me stronger’.
Had fingers in my eyes,
Had needles in my veins,
A knife right through my heart,
I am…
A Victory!
(Victory - Megadeth)