Eu me amo. De verdade.
Não no sentido de ‘Aaah eu sou melhor que todo mundo’ nem nada parecido. Sim, eu acho que tenho algumas características nas quais sou melhor que a maioria, assim como outras em que sou pior que a média.
Por exemplo, me considero mais inteligente do que praticamente todo mundo que eu conheço, inclusive meus amigos da Medicina da USP. MEsmo eles viviam me dizendo isto, não é algo que eu botei na minha cabeça sozinho, sabe? Sem falar que desde os meus 7 anos, eu já ouvia esse tipo de comentário de todos os meus amigos, família, etc. Ok, família não vale, ela sempre é meio parcial
Tudo bem, eu ainda me sinto inútil às vezes por não conseguir estudar para a residência médica porque o que ocorreu em 2002, quando me formei, deixou um trauma (eu fui podado para que filhos de outros professores entrassem, e eu tirei nota bem maior que alguns deles). Mas estou vendo um psiquiatra para isso, um amigo do meu querido padrinho, que também é médico. O cara tem uma carreira invejável. Foi o manda chuva de uma Universidade Federal por anos, possui vários livros publicados, etc. Ele já está perto dos 70 (ou mais, não sei dizer, mas é por aí), mas o que ele realizou até hoje é admirável. E eu acho que a terapia com ele tem me ajudado.
Aaaaaaaanyway, com 2 semanas de bem-estar dermatológico, eu estou voltando a ser eu mesmo (por isso o ‘eu me amo’ no começo do post, eu sentia saudades de quem eu era antes de passar 80, 90% dos dias doente). É engraçado, você estar tão no fundo do poço que sente falta de quem era antes de todo o rolo acontecer.
Pô, até voltei para o tae-kwon-do essa semana, ontem fiz aula, hoje consegui fazer duas seguidas (eu sempre me impressiono com o fato de que, toda vez que eu volto a fazer exercício, eu já consigo aguentar o tranco muito bem, tinha gente lá mais jovem que eu e que treina há anos lá que estava de língua de fora no final da primeira aula e nem pensou na hipótese de fazer uma segunda na sequência). Fiquei feliz também porque, como o professor achou que eu chuto rápido, tenho um alongamento bom e uma postura para as posições do TKD muito próxima do ideal, ele me disse que eu tinha que continuar da faixa que parei. Sendo que fiz TKD por dois anos, mas parei em 1996, quando tinha 18 anos!
Ah, eu não sei ainda se vou continuar bem, porque é apenas a segunda vez nesse ano que fico bem mais de 1 semana seguida, mas isso está me fazendo um bem incrível. Saí para ver amigos no fim de semana, passei a semana toda com a família do meu melhor amigo - eles moram todos nos EUA, se mudaram para lá, só meu amigo ficou, mas eles sempre foram como minha segunda família, eu praticamente morava lá quando era moleque. O que mais me comoveu foi quando a mãe dele disse que, não importa o motivo, se eu um dia precisar, eu posso considerar como fato que eu tenho uma casa em Orlando para morar. Ela se preocupa comigo quase tanto quanto com o meu melhor amigo, o filho dela. Fiquei muito tocado com isso.
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